
Estavam três amigos em Sp passeando pelas tantas cidades desconhecidas pelos mineiros, apreciadas pelos cariocas invejadas pelos nordestinos e alvo do pessoal do norte. Amigos sim, mas para sempre inimigos mortais, desde que os puseram junto, ideia de algum completo preguiçoso sem nada para fazer (segundo eles), eles viviam discutindo, e se debatendo, o problema era que no final ninguém ganhava, e para falar a verdade eles nunca tinham um final. Resolveram então os três se unirem e descobrir juntos que o mundo não é como eles, um circulo vicioso e sem fim.
Cada um tinha uma força, mas todos tinham seus problemas.
A pedra. A pedra é um ser duro e todos diziam que ela não tem sentimentos, e ela vivia para provar pra seus amigos que sim, ela tinha. ( isso não eh a versão tosca do magico de oz, ok? )
O papel. O único do género masculino do trio, o papel sentia em todas as fibras do seu ser que ele era imensamente útil, e que muita gente gostava dele, mesmo com essa utilidade toda o papel não tinha carácter, ele aceitava tudo que punham nele, e sua vida era uma busca incessante de como demonstrar carácter.
A tesoura tinha quase o mesmo tanto de utilidade que o papel, seu namorado, ela era sinonimo de destruição para ele, além de acentuar o sentimento de falta de cara ter, sentia muito medo de se empolgar no namoro e acabar com dois meios namorados de novo.
No meio dessa jornada os três ao mesmo tempo tiveram a grande ideia de acentuar seus defeitos com ajuda dos outros. Então também ao mesmo tempo esquematizaram o embrulho de uma pedra com um papel mal cortado pela sua namorada tesoura amassada.
Então o fizeram ...
E foi um desastre. Além deles próprios não gostaram mais de ser si mesmos, estavam condenados a ser um monumento Hilário: Uma pedra semi embrulhada por um papel mal cortado que abraçava uma tesoura junto.
No começo eles tinham pensado ser uma boa: A pedra não seria mais um ser duro e pesado, com a graciosidade do papel ela seria mais apresentável, o papel não seria mais um ser branco e fino sem caráter, seria um papel bem cortado, uma obra de arte. A tesoura não seria mais o terror do fim do próprio amor, ser uma tesoura amassada que não brilha, e que não corta nem papel molhado.
Meses depois depressivos a pedra afirmara ser o fim da jornada pra ela, que ambos os amigos eram recicláveis, e que ela no máximo viraria pó, e mesmo assim sofreria muito. O papel se sentia feio e todo o glamour da utilidade que sentia antes foi jogado no lixo, onde era o seu destino. A tesoura se sentia uma monstra por ter estragado a vida de mais um promissor papel.
Somo como uma pedra, desde o momento que decidimos ser cabeças duras e decidir que nosso futuro é um só e não se pode mudar, somos tesouras quando pisam em nossos calos, objectivo se muda e se metamorfa de glorioso para destruidor, e somos como papéis, temos todos futuros brilhantes mas temos medo de encara-lo.
O papel pegou uma rajada de vento, e sem se despedir do seu grande e único amor se entregou ás cocegas do ar que o levou até uma fazenda muito afastada, onde caiu no nariz de uma menina que dormia em sua rede.
A tesoura usou seus corpo para cavar o seu sepulcro, decidiu que já que seu objectivo maior era ser um mau elemento iria se oxidar e contaminar uma pequena porção de terra durante gerações.
A pedra que viu o fim das únicas pessoas que acreditavam nela rolou até um asfalto, e de deixou destruir aos poucos tendo o penoso fim de não ser mais fria e dura.
As pessoas sempre chegam em algum momento da vida a uma conclusão precipitada o que ela é e da sua utilidade.
O papel tinha a um otimo corte para um origami, a japonezinha que carinhosamente o moldou pendurou no quarto como um belo cisne sabendo que ás seis horas ele seria levado pelo vento e dessa vez seu futuro era nutrir parreiras. A tesoura decidiu errónea, o seu triste fim, enferrujou, e não deixou que nenhuma flor nascesse ali durante dois mil anos. A pedra virou pó, agora era leve e alegre, os mesmo carros que a destruíram levaram-na ao sabor do vento, agora ela era única, ela era um milhão, voava livremente esperando o sua próxima jornada.
Não deixe seus defeitos ser o seu perfil.
E lembre-se de ser feliz.




